7 de janeiro de 2012

Nem tudo é verde no réveillon ecológico do Rio


RIO - O réveillon ambientalmente incorreto que a prefeitura promoveu em Copacabana para celebrar a realização em 2012 da Conferência de Meio Ambiente Rio+20 ganhou a sua primeira polêmica. A fogueteira Vivian Pires, responsável pelo show pirotécnico, planejou a queima de fogos de modo a iniciá-la com uma cascata de fogos verdes. Mas os fogos esverdeados - menção ao evento marcado para junho - não poderiam ser mais ecologicamente incorretos. O material que confere o tom esverdeado é o nitrato de bário, considerado por especialistas como o mais poluente entre todos os produtos químicos para colorir fogos.
O nitrato de bário é um produto usado no mundo todo em shows pirotécnicos. Trata-se da única substância barata disponível no mercado internacional em larga escala para conferir o tom esverdeado. A substância já foi usado antes, inclusive no réveillon do Rio, sem problemas. Mas o que chama a atenção desta vez é que "o efeito verde" festejará um evento ambiental internacional.
Os químicos George Steinhauser (austríaco) e Thomas M. Klapötke (alemão), em edição recente da revista germânica especializada "Angewandte Chemie" ("Química Aplicada", em português), explicam o problema: "Fogos de artifício, apesar de serem instrumentos espetaculares de entretenimento, são poluentes. Muitas substâncias tóxicas chegam ao meio ambiente quando há detonação de fogos (....). De todas as substâncias, o nitrato de bário que produz o efeito químico esverdeado é a mais suja de todas as bombas".
O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, disse que o formato do espetáculo pirotécnico será mantido. Segundo ele, tudo foi planejado minuciosamente desde setembro. Ele destacou que o mais importante é que, pela primeira vez na história da festa, haverá compensação ambiental pela emissão de gases do efeito estufa. Espécies nativas da Mata Atlântica serão plantadas na bacia do Rio Guandu, em Miguel Pereira, que abastece os mananciais da água potável da capital.
- Não sou um especialista em química, mas há anos o nitrato de bário é usado na Praia de Copacabana. A proposta é usar a festa para despertar a consciência da população para a questão ambiental - diz o secretário.


O analista ambiental Rogério Rocco, do Instituto Chico Mendes, criticou o show pirotécnico tendo a Rio+20 como uma das referências.
- O problema é que o Brasil e o mundo não têm propostas claras para preservação do meio ambiente. O réveillon dará mais uma demonstração disso - disse Rocco.
Para o assessor de meio ambiente da prefeitura do Rio, Sérgio Bessermann, o caso é mais uma demonstração de que o modelo de exploração do planeta tem que ser repensado.
- Simbolicamente, não é bom festejar a Rio+20 assim. Mas esse é mais um reflexo do nosso padrão atual de consumo, onde quase tudo provoca poluição. Para as delegações chegarem ao Rio haverá o consumo de milhares de galões de combustível de aviões. A nafta da aviação é uma das substâncias mais poluentes do mundo - diz Sérgio Bessermann.
O presidente da Sociedade de Amigos Copacabana (SAC), Horácio Magalhães, criticou a associação da Rio+20 com o os fogos do réveillon.
- É um contra-senso. O emprego e fogos mais ou menos poluidores deveria ser um dos critérios de avaliação para a homenagem - disse.
A Pirotecnia Igual, empresa responsável pelos fogos, divulgou nota oficial na qual informa tomar todas as providências para minimizar os efeitos ao meio ambiente da queima de fogos. "As substâncias que serão usadas para produzir as diferentes cores são encontradas na natureza e usadas em outras aplicações comuns, como tintas e plásticos, e não apresentam nenhum perigo nas concentrações usadas. Os fogos que serão usados são homologados nos países com legislações ambientais das mais rígidas do mundo, como países da Comunidade Europeia e os EUA", diz trecho da nota.
Sobre a concentração de bário, o engenheiro químico professor da PUC-Rio Wilson Bucker Aguiar Junior, consultor da Pirotecnia Igual, informa na nota que a queima será equivalente "ao deságue de uma hora de um rio pequeno no mar". Com isso, o impacto no oceano seria nulo, avalia. (Fonte : Agência O Globo – 28/12/2011).

12 de dezembro de 2011

Visitando o filho na prisão

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O Aquecimento Global é uma realidade incontestável.

O Aquecimento Global é uma realidade incontestável, mas será que o homem é realmente o único culpado ou apenas parte do problema?

O planeta Terra é dinâmico e desde sua inclusão, no time do sistema solar, este elipsóide, originário do acúmulo de gases do universo, está em processo de transformação. Esta evolução constante ocorre, graças à ação direta de duas fontes de energia que atuam sobre sua estrutura (externa e interna), conhecidas como: Dinâmica Externa (gravidade, sol, água e os ventos) e Dinâmica Interna que vem do interior da terra (vulcões, terremotos, tectonismo de placas, etc.). As dinâmicas são forças que agitam o planeta atuando sozinhas ou somando suas energias. Estas intervenções naturais ocorreram no passado, ocorrem no presente e vão permanecer ocorrendo no futuro deste planeta que nos atura. Estes somatórios de energias dinâmicas caracterizam a existência de um ser único e poderoso, que existe no universo, aproximadamente, a 4,5 bilhões de anos. A energia transformadora é Chamada de: "NATUREZA" pelos cientistas, "FORÇA DIVINA" pelos mais religiosos ou "GAIA" pelos poetas. Mas todos os seres vivos podem ser acometidos de doenças virais, parasitas que atuam no organismo hospedeiro, agindo com maior ou menor potencial ofensivo. E o vírus que maltrata a “saúde” do Planeta Terra, somos nós a Raça Humana.

O impiedoso vírus homem (caçador, agricultor, industrial e consumidor voraz de energia), com o seu desenvolvimento predatório que ataca violentamente o Ecosistema Terrestre provocando um perigoso desequilíbrio na dinâmica do planeta. Os sintomas do ataque viral provocado pelo homem na Biosfera são intensamente observados nos processos de alteração do clima planetário decorrente do Aquecimento Global. As alterações climáticas são fenômenos provocados por causas naturais (dinâmica da terra) e antropicas (ação predatória do homem), mas, com certeza, a natureza tem uma imensa capacidade de se curar. E o perigo, para Raça Humana, é que o processo de cura de ataques virais é realizado através do combate ao vírus até que ele seja exterminado do organismo infectado.


Renato Cesar

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